Voluntários da Cruz Vermelha Brasileira recebem agentes de endemias do Ministério da Saúde

Por: Jorge Velloso // Fotos: Leonardo Ali - 19/05/2016 18:00

Agentes de endemias do Ministério da Saúde ministraram palestra, hoje, para os cerca de 40 voluntários de filais Municipais e Estaduais da Cruz Vermelha Brasileira (CVB) que, desde o início da semana, participam do curso de formação do “Projeto Zika”, na sede do Órgão Central, no Rio de Janeiro. O objetivo é intensificar em todo o país o combate ao Aedes aegypti, transmissor da zika, dengue e chikungunya.

O encontro com os agentes de endemias serviu para os voluntários que vão atuar como multiplicadores em suas regiões pudessem acompanhar, inclusive através do microscópio, o ciclo de evolução do mosquito. Na oportunidade, também foi apresentado o documentário “Mundo Macro e Micro do Aedes aegypti”, produzido pelo Setor de Produção e Tratamento de Imagem do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e dirigido por Genilton Vieira.

Composto por imagens reais e virtuais que descrevem detalhadamente o ciclo de vida do mosquito, o documentário alerta para a necessidade do controle de criadouros do Aedes aegypti. Segundo o agente de endemias Altamiro Carvalho, cerca de 99% dos criadouros são produzidos pelo homem. Apenas 1% está na natureza, em folhas e plantas, por exemplo.

Carvalho falou sobre a mutação dos vírus e lembrou que há cinco tipos de dengue hoje no Brasil. Por isso, ainda que uma pessoa fique imune ao tipo que contrair, ela corre o risco de adoecer mais quatro vezes. Há ainda a zika e a chikungunya. O agente informou ainda que o aprofundamento das pesquisas sobre o mosquito permitiu que algumas informações iniciais fossem revistas.

Antes pensava-se que a doença era transmitida apenas quando um mosquito picava uma pessoa sadia após ter picado uma com o vírus. Agora sabe-se que uma fêmea infectada pode reproduzir o vírus para seus ovos. Cada uma põe cerca de 300 deles, em diversos lugares.

Diante da dificuldade de se combater um mosquito com essa capacidade de reprodução e disseminação do vírus, Carvalho destacou a importância da prevenção. “Cuba acabou com a dengue sem utilizar produtos químicos, só com a educação da população”.

O treinamento dos voluntários da Cruz Vermelha Brasileira prossegue até sábado, quando todos retornarão às suas cidades, à fim de reproduzir os ensinamentos adquiridos e coloca-los em prática em escolas e comunidades, entre outros grupos. Eles levarão na bagagem o material produzido pela instituição brasileira de ajuda humanitária com o apoio da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

Cruz Vermelha Brasileira intensifica combate ao mosquito

Por: Jorge Velloso // Fotos: Leonardo Ali - 16/05/2016 15:00

Entre hoje e sábado, cerca de 40 representantes de filiais Municipais e Estaduais da Cruz Vermelha Brasileira (CVB) vão estar reunidos na sede do Órgão Central, no Rio de Janeiro, para intensificar em todo o país o combate ao Aedes aegypti, transmissor da zika, dengue e chikungunya. Todas as filiais já desenvolvem atividades em suas regiões. O treinamento visa compartilhar experiências positivas e a metodologia desenvolvida pela Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).

O encontro foi aberto pela presidente da CVB, Rosely Sampaio, e pelo Diretor Regional da FICV para as Américas e Caribe. Walter Cotte, aproveitando a proximidade das Olimpíadas, salientou que todos vão ser preparados para participar de “uma maratona dos jogos humanitários”. Rosely Sampaio destacou que será mais uma oportunidade de “demostrar a unidade” da instituição de ajuda humanitária, presente no país há 107 anos.

Com o crescimento das doenças que têm o mosquito como vetor, a FICV lançou, no fim do ano passado, um apelo de emergência para arrecadar 2,4 milhões de francos suíços (2,3 milhões de dólares americanos), e apoiar a resposta à epidemia do vírus Zika nas Américas. Para que a atuação se torne mais efetiva, a CVB está criando uma coordenação nacional, em sua sede no Rio de Janeiro, que será responsável por padronizar os procedimentos de todas as filiais.

Os cerca de 40 representantes das filiais serão treinados para repassar em suas cidades os procedimentos e conhecimentos adquiridos. A ideia principal é criar uma rede de combate aos focos dos mosquitos, com o repasse de informação e métodos em comunidades, escolas e em quaisquer grupos que possam atuar com este foco.

Diretor nacional de programas nacionais da CVB, Oscar Zuluaga destacou que, mais importante do que iniciar um trabalho em uma comunidade pouco assistida, é prolongar esta atuação. “Não basta um voluntário nosso ir a um local apenas uma vez, em um dia de campanha. É necessário que ele vá várias, para identificar se as informações e cuidados estão sendo aplicados. Temos que fazer essa diferença”. Os participantes do encontro também vão receber vasto material de apoio criado pelo Órgão Central da Cruz Vermelha Brasileira com apoio da Federação.

A Cruz Vermelha Brasileira é uma das 190 Sociedades Nacionais que compõem o Movimento Internacional de Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Fundada em 5 de dezembro de 1908, é constituída com base nas Convenções de Genebra, das quais o Brasil é signatário. É uma associação civil, sem fins lucrativos, de natureza filantrópica, independente, declarada pelo governo brasileiro de utilidade pública internacional, de socorro voluntário, auxiliar dos poderes públicos e, em particular, dos serviços militares de saúde. Tem como missão atenuar o sofrimento humano, sem distinção de raça, religião, condição social, gênero e opinião política.

Presidente da Cruz Vermelha Brasileira, Rosely Sampaio recebe medalha da Defesa Civil do estado do Rio de Janeiro

Por: Jorge Velloso // Fotos: Leonardo Ali - 14/05/2016 13:00

Presidente da Cruz Vermelha Brasileira, Rosely Sampaio recebeu, hoje, a medalha “Mérito da Defesa Civil” do estado do Rio de Janeiro.  A condecoração conferida, anualmente, pelo Secretário de Estado da Defesa Civil é destinada a personalidades e instituições, civis ou militares, que tenham prestados relevantes serviços à causa da proteção comunitária no estado do Rio de Janeiro. “É motivo de grande alegria receber esta honraria e o reconhecimento do nosso trabalho por uma instituição parceira e com tantos bons serviços prestados à população do Rio”, destacou Rosely Sampaio.

Entre as autoridades que participaram da cerimônia estavam o Secretário de Estado de Defesa Civil do Rio de Janeiro e Comandante Geral do Corpo de Bombeiros do Rio, cel Ronaldo Jorge Brito de Alcântara; o ex-secretário Sérgio Simões; o Secretário Municipal de Defesa Civil e Políticas Públicas de Duque de Caxias, cel Marcello Silva da Costa, e o Superintendente Operacional da Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, coronel Marcelo Hess. Em visita ao Brasil, Walter Cotte, Diretor Regional da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho para as Américas e Caribe, também prestigiou a cerimônia.

A condecoração aconteceu no quartel central do Corpo de Bombeiros do Rio, durante a formatura dos novos núcleos comunitários da Secretaria de Estado de Defesa Civil do Rio (Sedec-RJ), formado por 63 jipeiros e 136 escoteiros de cinco municípios do estado. O trabalho de formação destes agentes foi realizado pela Superintendência Operacional da secretaria em parceria com a Cruz Vermelha Brasileira e a Liga Brasileira de Radioamadores.

O grupo de jipeiros tem a função de auxiliar o poder público na resposta em casos de desastres em locais de difícil acesso, onde viaturas convencionais não conseguem chegar. A turma de escoteiros fica com a função de auxiliar às defesas civis dos municípios, no suporte administrativo às operações. Os dois grupos participaram de cursos básicos de Primeiros Socorros ministrados pela Cruz Vermelha Brasileira. “Foi um curso excelente, que nos tornou aptos a melhor ajudar à população’, destacou Eduardo da Hora Gonçalves, presidente do Jeep Clube de Maricá.

Superintendente Operacional da Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, o coronel Marcelo Hess, logo após a entrega da honraria à Rosely Sampaio, destacou que, mais do que parceiras, “a Cruz Vermelha Brasileira e a Defesa Civil do Rio são instituições irmãs, que têm o objetivo comum de ajudar o próximo”.

Em nome da Cruz Vermelha Brasileira Filial Rio de Janeiro, o presidente Luiz Alberto Lemos Sampaio também foi homenageado com certificado conferido pela (Sedec-RJ), agradecendo pelo apoio à implementação dos dois novos núcleos comunitários.

 

 

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Diretor Regional da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Walter Cotte visita o Brasil

Por: Jorge Vellloso // Fotos: Leonardo Ali - 13/05/2016 13:00

Diretor Regional da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) para as Américas e Caribe, Walter Cotte chegou ao Brasil para o início, na segunda-feira, da capacitação dos coordenadores das filiais da Cruz Vermelha Brasileira que vão atuar no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da zika, dengue e chikungunya. Ao destacar que “a Cruz Vermelha é prestação de serviços e ação”, Cotte diz que sua vinda ao país também é uma demonstração da confiança no trabalho desenvolvido pela CVB, uma das 190 Sociedades Nacionais que compõem a Federação.

Com o crescimento das doenças que têm o mosquito como vetor, a FICV lançou, no fim do ano passado, um apelo de emergência para arrecadar 2,4 milhões de francos suíços (2,3 milhões de dólares americanos), e apoiar a resposta à epidemia do vírus Zika nas Américas. Desde 2015, diversas filiais da CVB têm atuado no combate ao Aedes e às doenças por ele transmitidas. Mas, para que a atuação se torne mais efetiva, a instituição de ajuda humanitária está criando uma coordenação nacional, em sua sede no Rio de Janeiro.

Walter Cotte acredita ser fundamental, além do combate direto aos criadouros do mosquito, atuar na prevenção e educação. Com o objetivo de capacitar as comunidades, diferentes tipos de material informativo serão distribuídos. Cotte acredita que, assim como os jovens, mães e grávidas podem ser excelentes promotoras de saúde.

O diretor para as Américas e Caribe da IFRC diz que uma instituição presente em 190 países, com cerca de 17 milhões de voluntários, sugere uma máquina grande, mas que esta imagem pode se tornar mais leve quando se lembra que “ser útil” é o principal objetivo. “A Cruz Vermelha deve ser simples, humilde e eficiente”.

Cotte almeja um aumento do número de voluntários no Brasil e uma maior interação do país com seus parceiros de continente. Ele também aposta no potencial brasileiro para cooperar com países de língua portuguesa, principalmente os africanos.

O diretor da IFRC chamou de “bela” a sede da CVB que fica na praça que tem o nome da instituição, no Rio de Janeiro, e considerou que seu entorno é um bom lugar para colocar em prática alguns dos programas e serviços que a instituição prepara para a população brasileira.

Ao comparar o atual momento da Cruz Vermelha Brasileira com o que presenciou há três anos, Cotte disse estar “feliz” por verificar que, após ao que classificou de “um furacão”, consegue identificar um trabalho realizado “com paixão e vitalidade”.

Acompanhado pela presidente da CVB, Rosely Sampaio, Cotte visitou, hoje pela manhã, o Centro Integrado de Comando e Controle do Estado do Rio de Janeiro (CICC) e o Centro Operacional da Cidade do Rio de Janeiro (CoRio), onde a Cruz Vermelha Brasileira é parceira operacional das políticas públicas em possíveis situações de anormalidades.

Cruz Vermelha Brasileira comemora o Dia Mundial da Cruz Vermelha - “8 de Maio”

Por: Jorge Velloso // Fotos: Leonardo Ali - 11/05/2016 09:00

Com solenidade em seu Salão Nobre, a Cruz Vermelha Brasileira comemorou os 153 anos do Movimento Internacional. Estiveram presentes representantes do governo do estado do Rio de Janeiro, da diplomacia internacional e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), precursor do Movimento idealizado por seu fundador Henry Dunant.

O momento festivo foi oportuno para a presidente nacional da Cruz Vermelha Brasileira, Rosely Sampaio, apresentar os recentes trabalhos desenvolvidos pelo Órgão Central. Muitos deles com o apoio do CICV e da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

Foram apresentadas novas apostilhas de Primeiros Socorros, Guia de Segurança “Fique Seguro” e os manuais de Controle de Epidemias e Programa Comunidade Saudável. Rosely Sampaio lembrou os seminários realizados no último trimestre pelos departamentos nacionais de Juventude, Comunicação e Educação e Saúde, também com apoio do Movimento Internacional. A presidente destacou ainda o projeto Zika, aplicado em diversos estados do Brasil, financiado pelo chamamento de captação de fundos, lançado pela Federação, para o combate ao mosquito aedes aegypti.

Ao fazer um balanço dos momentos que a CVB passou nos três últimos anos, a presidente considerou que o primeiro deles foi limpar a casa; o segundo, arrumá-la e o atual, colocar flores. Trabalho desenvolvido em conjunto com os departamentos de comunicação de inúmeras filiais, um vídeo com depoimentos de voluntários de diferentes sotaques também foi apresentado para a plateia com representantes de filiais Municipais e da Estadual do Rio de Janeiro que entregou certificados para alunos e instrutores dos cursos realizados no primeiro trimestre.

   

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