Manifesto da Cruz Vermelha Brasileira sobre o ataque ao hospital Al Quds, em Aleppo, na Síria

Por: Cruz Vermelha Brasileira // 29/04/2016 15:00

A Cruz Vermelha Brasileira em nome do povo brasileiro e de seus membros encaminhou ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e ao Crescente Vermelho Árabe Sírio mensagem de solidariedade e de profundo sentimento às famílias das vítimas do ataque ao hospital Al Quds, em Aleppo, na Síria.

Lamentamos imensamente que as Convenções de Genebra e as leis do Direito Internacional Humanitário tenham sido desrespeitadas e que civis, dentre elas crianças e pessoal de saúde tenha sido vitimados.

Este nefasto episódio foi uma séria violação aos direitos humanitários. Esta Sociedade Nacional repudia os ataques e roga para que ele cesse, expressando nosso desejo de respeito às pessoas envolvidas no conflito.

Hospital Al Quds em Aleppo, apoiado pelo CICV, MSF e outra organizações, foi destruído em um ataque no dia 27 de abril de 2016.  © Reuters / I. Abdalrhman

APELO DE FUNDOS PARA A CRISE NA SÍRIA

Seminário cria estratégia de comunicação da Cruz Vermelha Brasileira

Por: Jorge Velloso // Fotos: Leonardo Ali e Walquiria Cavalcante // 11/04/2016 09:00

A criação de uma estratégia de comunicação da Cruz Vermelha Brasileira, para o biênio 2016/2017, foi o resultado prático do I Seminário de Comunicação promovido pelo Órgão Central. O evento, realizado entre os dias 5 e 7 de abril, no Rio de Janeiro, contou com a presença de representantes de nove filiais estaduais, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, além de agências de publicidade que trabalham com a instituição e o Departamento de Comunicação do Órgão Central, que organizou o encontro.

O objetivo geral do Seminário, segundo documento firmado pelos comunicadores, é fortalecer a imagem institucional da Cruz Vermelha Brasileira. A Unidade, um dos Princípios Fundamentais, é referência. Ou seja, não existem instituições diferentes em cada estado. Apenas uma única em todo o país, com 21 Filiais estaduais, além das Filiais municipais que algumas possuem. Por isso, qualquer ação, positiva ou negativa, reflete no todo.

Estruturar o departamento de comunicação nas Filiais e normatizar os procedimentos estão entre os objetivos. Afinal, além de divulgar programas e atividades, o departamento também trabalha a imagem da instituição. Por isso, o grupo entendeu que é fundamental informar e sensibilizar a governança de cada Filial, para que a comunicação possa ser incrementada e prestigiada.

Como os departamentos de comunicação ainda não possuem, em sua maioria, a estrutura desejável, foi formado um “pool” de comunicadores, para que haja apoio mútuo, principalmente em campanhas. Ao criar um calendário comum de eventos, o grupo pretende dividir tarefas e reforçar o conceito de unidade. Desse modo, ao invés de cada Filial atuar em todas as campanhas de modo isolado, cada data será pensada por duas ou três delas. A melhor proposta ou a soma das ideias será adotada por todas.

Capacitação da rede

Difundir as informações e capacitar a rede também foi considerado fundamental. Por isso, muitos dos participantes assumiram o compromisso de realizar seminário semelhante com suas Filiais municipais. A comunicação do Órgão Central se colou à disposição, quando possível, para participar e transmitir as informações necessárias. O Código Nacional de Ética e Conduta e o Manual de Identidade Institucional foram considerados por todos como importante aliado para nortear as ações.

Melhorar a comunicação externa e aumentar a visibilidade dos serviços e programas nacionais também figuram no rol dos objetivos. Além de aprofundar o contato com os vários veículos de comunicação, também pretende-se conhecer melhor o público que procura a instituição. Desse modo, será criado um pequeno questionário online, para identificar o perfil e os principais propósitos daqueles que procuram a CVB.

A capacidade de resposta às emergências é outro ponto que requer a atenção dos departamentos de comunicação do OC e filiais. Ações padronizadas poderão facilitar o trabalho de todos.

 

 

 

Mídias Sociais

As mídias sociais foram objeto de grande atenção. Além das narrativas sobre a atuação da maior parte das Filiais, Órgão Central, Federação e CICV também contaram como utilizam a ferramenta. Foi acordado que tirar do ar páginas inativas que utilizam o símbolo da instituição é uma das metas que todos devem perseguir.

Essa ação vai auxiliar na padronização da marca, pois muitas destas Filiais utilizam o símbolo da instituição de modo diverso, fora dos padrões estipulados pelo Manual de Identidade Institucional. Como o uso correto do símbolo também difere entre as Filiais ativas, foi acordado que haverá um prazo para que adotem o padrão correto. Essa padronização do ambiente digital será sincronizada, ou seja, será adotada por todas as Filiais ao mesmo tempo.

Para evitar que os compromissos assumidos se percam no tempo, encontros virtuais periódicos serão organizados a cada trimestre. Deseja-se que, antes do primeiro encontro, todas as Filiais estaduais tenham conseguido organizar seus seminários. 

Fóruns Regionais também estão programados para o segundo semestre. Além de encontros de menor duração com as Filiais, pretende-se ter representantes regionais em cada uma das cinco regiões do país. Com o apoio da comunicação do Órgão Central, eles vão ajudar na implantação do departamento nas Filiais onde ainda não foram criados. Criar prazos e monitorar a pretendida uniformização é outro objetivo. Redes de comunicadores das Filiais foram criadas nas mídias sociais, para que possíveis dificuldades e desejáveis avanços sejam compartilhados.

Cruz Vermelha participa de simulado de acidente aéreo no RIOgaleão

01/04/2016 09:00 // Por: Jorge Velloso

Referência mundial em primeiros socorros, a Cruz Vermelha Brasileira participou, no RIOgaleão - Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, do Exercício Simulado de Emergência Aeronáutica (ESEAC), um dos testes obrigatórios previstos pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para avaliar a eficiência do aeroporto em casos de acidentes aéreos. O cenário fictício, na cabeceira de uma das pistas, envolveu um Boeing 747-800. Uma explosão na cauda, em terra, teria ferido 55 passageiros.

O principal objetivo foi otimizar o tempo de salvamento das vítimas, representadas por atores voluntários. A missão dos socorristas da centenária instituição de ajuda humanitária foi auxiliar no primeiro atendimento, após encaminhar os feridos para triagem em cada uma das três áreas demarcadas de acordo com o grau de emergência: vermelha, para os mais graves; amarela, para os que não estavam em situação crítica, e verde, para os que tinham ferimentos leves.

A ação envolveu mais de 200 pessoas. Além dos socorristas da Cruz Vermelha Brasileira, participaram: a equipe de Respostas à Emergência da concessionária RIOgaleão, Hospital da Força Aérea do Galeão, Grupamento Aéreo Militar, Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, Batalhão de Infantaria Especial, do Grupo Aéreo Militar, Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas, além de voluntários da concessionária e representantes de 11 companhias aéreas.

O simulado mereceu elogios do gerente de segurança e emergência do RIOgaleão. Segundo Alessandro Oliveira, o objetivo foi cumprido, “principalmente por permitir que equipes de outras instituições pudessem conhecer de perto detalhes do aeroporto e da pista”. Oliveira contou ainda que funcionários do aeroporto participam de simulações diversas a cada 15 dias e que pretende promover anualmente ações como essa que aconteceu.

Sobre o envolvimento com a Cruz Vermelha Brasileira, o gerente de segurança e emergência do RIOgaleão foi enfático: “queremos que essa proximidade seja cada vez maior”. Superintendente da Cruz Vermelha Brasileira, Erich Wer Hofling destacou que é “uma honra integrar um grupo formado por instituições de reconhecida competência”. Coordenador do Departamento Nacional de Educação e Saúde da Cruz Vermelha Brasileira, Eliézer Lima, lembrou que “salvar vidas e atenuar o sofrimento humano é a principal missão da instituição e estaremos presentes sempre que for necessário”.

Diretor de operações do RIOgaleão, Herlichy Bastos falou da importância da pronta resposta para qualquer tipo de situação adversa que possa acontecer no aeroporto, “principalmente com a chegada de um evento do porte das Olimpíadas, quando teremos que lidar com um fluxo ainda maior de aeronaves”.

Não foi a primeira vez que a Cruz Vermelha Brasileira participou de uma ação no aeroporto internacional do Rio. Em outubro do ano passado, a instituição treinou os funcionários do RIOgaleão que atuam em emergências. O curso de Gestão de Logística no Método Start teve como foco o socorro a múltiplas vítimas, com triagem e tratamento rápidos. Com 30 horas, ministrado em quatro dias para o primeiro grupo de 20 alunos, poderá ser disponibilizado para outros aeroportos e empresas aéreas.

 

Cruz Vermelha Brasileira realiza curso de Primeiros Socorros para deficientes visuais no Ceará

15/03/2016 09:00

Por: Jorge Velloso // Fotos: Kennedy Saldanha

A Cruz Vermelha Brasileira realizou em Fortaleza (CE), no último fim de semana, em parceria com Associação dos Cegos do Estado do Ceará (ACEC), um curso básico de primeiros socorros para deficientes visuais. Como muitos dos acidentes acontecem em casa, o principal foco foi a prevenção. Fraturas e seus graus de comprometimento, luxação, engasgo e convulsões estiveram entre os temas abordados.

A atividade também tratou dos deslocamentos em avenidas e transportes. Diretor executivo da CVB no Ceará, Alan Damasceno lembrou que os acidentes com deficientes visuais revelam que ruas e residências, em sua maioria, não são adequadas. “Atividades comuns, por vezes, representam desafios diários”

Para o presidente da ACEC, José Ferreira, o cuidado com os deficientes visuais tem que estar presente não só na arquitetura das cidades, mas também nas relações. “Um curso deste porte é muito importante para nós que nascemos cegos. Podemos fazer tudo, basta que nos seja dada condição”, afirmou.

Presidente da filial da Cruz Vermelha Brasileira no Ceará, Júlio Cals informou que o curso de quatro horas marcou o início de uma parceria com a ACEC que terá outras atividades durante o ano. Os 15 participantes se colocaram à disposição para trabalhos voluntários em futuras ações da Cruz Vermelha Brasileira em Fortaleza.

Comunicado

13/03/2016 18:00

Por: Santafé Ideias e Comunicação

Diante da matéria da Revista VEJA, publicada nessa semana, a respeito do inquérito do Ministério Publico sobre desvios de fundos ocorridos na instituição entre os anos de 2010 a 2012, a Diretoria Nacional da Cruz Vermelha Brasileira sente a obrigação de publicar a íntegra da nota enviada para a VEJA, na quarta-feira dessa semana, dia 09/03,  aos cuidados do repórter Leslie Leitão.

Além da nota a Cruz Vermelha colocou à disposição da Revista, fontes, dados, documentos e até mesmo uma carta envida, em novembro passado, pela Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, na qual a atual diretoria é elogiada pelas medidas corretivas no expurgo das praticas predatórias ocorridas no passado.

Todo o empenho da Diretoria Nacional da Cruz Vermelha foi o de esclarecer que as praticas ilícitas investigadas pelo Ministério Publico e denunciadas inclusive por esta diretoria, não coadunam com a realidade atual da entidade.

 

NOTA

Sobre o pedido de informações da Revista Veja a respeito “de um processo que corre no Rio de Janeiro sobre desvio de verbas”, a Cruz Vermelha Brasileira esclarece:

A representação ao Ministério Público do Rio de Janeiro, em 2012, apontando irregularidades na gestão de recursos partiu da própria Cruz Vermelha Brasileira.

Em 2013 uma auditoria internacional foi realizada pela empresa britânica Moore Stephens, abrangendo os anos de 2010, 2011 e 2012. Essa empresa foi selecionada pela Federação Internacional de Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e o relatório da auditoria, que a Revista Veja tem em mãos, foi entregue à Cruz Vermelha Brasileira, traduzido para o português, no início de 2014.

O relatório da auditoria internacional foi entregue ao MP/RJ em 2014 e, desde então, a Cruz Vermelha Brasileira não tem medido esforços para colaborar com as investigações no sentido de identificar as fraudes, os valores e a responsabilidade criminal das pessoas envolvidas.

Como medida para abolir de forma clara e definitiva as práticas danosas observadas no relatório, a Cruz Vermelha Brasileira adotou, ao longo dos anos de 2014 e 2015, diversas medidas práticas e efetivas, em consequência das recomendações dos auditores, a saber:

1.    Novo Estatuto, que põe em prática regras efetivas que impedem a repetição dos fatos apontados na auditoria.

2.    Novas regras obrigatórias de controle das Filiais, com critérios de acompanhamento e fiscalização;

3.    Aprovação de um Código de Ética aplicável a dirigentes, empregados e voluntários;

4.    Aprovação de Manual de Compras e Gestão de Finanças, adotado pela Cruz Vermelha como regra para todas as compras e contratos desde então;

5.    Criação de um completo e novo sistema de doação e fiscalização, incluindo novas contas com rigoroso controle;

6.    A Filial do Maranhão, origem das pessoas que praticaram os desmandos, passou por Intervenção feita pela Diretoria Nacional e hoje tem 100% de pessoas sem qualquer vínculo com gestões passadas;

 

Além desses pontos fundamentais colocados em prática, a Diretoria Nacional conseguiu fundos com a CV Internacional para contratar um especialista em Auditoria e Compliance para implantar um Sistema de Controle Interno, com abrangência nacional, para disciplinar e regular as ações de controle em toda a CVB.

A Federação Internacional da Cruz Vermelha aprovou as medidas e, em setembro de 2015, enviou carta elogiando o trabalho desenvolvido pela atual gestão da Cruz Vermelha Brasileira, que assumiu em 2013.

   

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