Cruz Vermelha Brasileira promove transparência em reunião nacional

10/02/2017 Por: Jorge Velloso Fotos: Ronaldo Barroso

Cruz Vermelha Brasileira promove transparência em reunião nacional (4) Transparência. Esta foi a palavra mais ouvida no primeiro dia da reunião nacional da Cruz Vermelha Brasileira, que acontece em Brasília, até domingo. No evento que reúne mais de 130 representantes de filiais estaduais e municipais também há oficinas técnicas de Finanças e Administração, Captação de Recursos, Primeiros Socorros, Comunicação e Indicadores de Capacidade Organizativa das Filiais. A reunião, a primeira após publicação do novo estatuto da centenária instituição de ajuda humanitária, tem entre seus objetivos projetar e planejar a instituição para as próximas décadas.

Cruz Vermelha Brasileira promove transparência em reunião nacional (3) Além da presidente da Cruz Vermelha Brasileira (CVB), Rosely Sampaio, a mesa de abertura foi composta pelo chefe do escritório do cone Sul da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), Alexandre Claudon, e do chefe adjunto de Delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) para a região, José Antônio Delgado. Também compuseram a mesa, o senador Hélio José, representando o poder Legislativo, e Tadeu Filipelli, assessor especial da presidência da República.

A presidente Rosely Sampaio falou sobre quatro importantes relacionamentos da CVB:  com os outros entes do Movimento Internacional da Cruz Vermelha; com o poder público e empresariado; com as filiais e com o voluntariado, além dasituação financeira. Sobre o primeiro item, após isolamento iniciado em 2011, lembrou que a atual gestão promoveu a reinserção do Brasil nas reuniões setoriais com Comitê, Federação e outras Sociedades Nacionais.

Ainda sobre as relações internacionais, Rosely Sampaio citou o Acordo Tripartite, firmado entre CVB, FICV e CICV, que, segundo a presidente, é uma demonstração efetiva de transparência com seus pares do Movimento. Esta confiança, lembrou, pode ser verificada na decisão da Federação solicitar ao governo brasileiro o direito de ter uma representação no país. Assinado em novembro do ano passado, o Acordo de Sede também vai proporcionar maior visibilidade das ações da CVB.

Rosely Sampaio falou ainda sobre a equação das dívidas; primeiro conhecendo o seu montante e, depois, promovendo sua renegociação. Após listar alguns trabalhos feitos em apoio aos poderes públicos, como o Projeto Zika, em 2016, a presidente falou sobre a criação do Registro Único de Voluntários (RUV), que permite saber a quantidade, as aptidões e disponibilidade dos voluntários em todo o país.

A presidente da CVB frisou ainda que o novo estatuto criou mecanismos claros para que todos os dirigentes, tanto os que ocupam cargos de direção no Órgão Central quanto os das filiais, se submetam a processos de prestação de contas. Após lembrar que a instituição passou a adotar o mesmo critério que a legislação brasileira tem para definir a regularidade fiscal das empresas e cidadãos, enfatizou: “chegou ao fim a era dos isolamentos. Todos somos Cruz Vermelha”.

Os representantes do Movimento Internacional incentivaram o fortalecimento da Unidade da CVB e a busca de maior transparência. José Delgado destacou a clara percepção do “compromisso para uma instituição mais forte e sustentável”. Alexandre Claudon frisou que “não há futuro sem prestação de contas e transparência”.

Em seguida, o presidente da Comissão de Finanças da CVB, Fernando Antunes, lembrou que, de acordo com o novo estatuto, pertence às filiais estaduais e municipais o papel operacional da Sociedade Nacional, cabendo ao órgão central o papel regulador, normativo e fiscalizador. No novo texto também há uma maior padronização de fluxos e processos no âmbito administrativo e financeiro. Antunes frisou que o estatuto está adequado às tendências e exigências do cenário nacional.

Gerente Nacional de Programas, Oscar Zuluaga apresentou o FOCA, um conjunto de indicadores que permite a gestão da instituição de forma sustentável e consistente. Gerente de Controladoria e Finanças, Denílson Gusmão concluiu a parte do dia que antecedeu os seminários técnicos com uma palestra sobre compliance, conjunto de disciplinas para fazer cumprir e estar em conformidade com leis e regulamentos externos e internos, para evitar, detectar e tratar qualquer desvio ou inconformidade que possa ocorrer.

Cruz Vermelha Brasileira promove transparência em reunião nacional (1)O tema transparência já era assunto de boa parte dos participantes que, na noite anterior, assistiram a palestra que antecedeu o coquetel de boas-vindas, proferida por Lorhan Caproni, da Phomenta, organização que tem como foco a filantropia e o terceiro setor. Após mostrar exemplos de várias empresas que faliram porque não tiveram a capacidade de se reinventar, o palestrante citou a expressiva quantidade de pessoas e empresas que, apesar de desejarem, não fazem doações, desestimuladas pela falta de transparência e incertezas sobre a aplicação do dinheiro.

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