Recomendação das autoridades de saúde dos EUA reforça importância da ação da Cruz Vermelha Brasileira contra o Zika

10/08/2016 Por: Jorge Velloso Fotos: Leonardo Ali

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A recomendação das autoridades de saúde dos Estados Unidos para que grávidas evitem viajar para o estado da Flórida, onde foram registrados mais de 10 casos de zika, é mais uma indicação de que o cuidado da Cruz Vermelha Brasileira com a transmissão do vírus no Brasil procede. “Apesar do registro dos casos diminuir no inverno, não podemos esmorecer. O esforço deve ser contínuo. Um mosquito deposita mais de 100 ovos nas paredes de um recipiente com água. Mesmo que ela seque, permanecem grudados por mais de um ano e meio”, lembra a coordenadora do Projeto Zika Brasil da Cruz Vermelha Brasileira, Anete Teixeira.

No fim do ano passado, quando houve um aumento assustador dos casos da doença no Brasil e em diversos países do continente, a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho lançou uma campanha mundial para a arrecadação de 8,5 milhões de francos suíços, sendo que 2,4 milhões foram destinados ao combate das doenças transmitidas pelo mosquito nas Américas. Cerca de U$ 250 mil foram destinados inicialmente ao Brasil. Com esse apoio, a CVB formou coordenadores em suas Filiais estaduais e instalou, em sua sede, no Rio de Janeiro, uma coordenação nacional, para acompanhar em tempo real o trabalho realizado por cerca de 600 voluntários envolvidos diretamente com o projeto.

O trabalho da centenária instituição de ajuda humanitária prossegue em diversos estados do Brasil, principalmente no Nordeste, onde foram registrados diversos casos de microcefalia relacionados à doença. Com a chegada de turistas de diversos países, para as Olimpíadas, a CVB vai distribuir no Rio de Janeiro kits com repelentes, preservativos e impressos com informações sobre os cuidados que devem ser adotados para evitar a proliferação do aedes aegypti, transmissor da zika, dengue e chikungunya. “Entendemos que é uma ótima oportunidade, para disseminarmos os cuidados que todos devem ter. É importante informar e contar com a ajuda da população para evitar a propagação dos focos do mosquito”, destacou Anete.

Por isso, um dos diferenciais do trabalho da CVB é a continuidade. Nos estados onde a incidência de casos é maior, os voluntários da instituição acompanham de perto as ações em cada comunidade, em pelo menos quatro visitas. Além de ajudar a eliminar criadouros do mosquito, também verificam o nível de conhecimento que os moradores têm sobre as doenças e se as informações transmitidas foram assimiladas. Todas os relatórios são transmitidos pelo aplicativo ODK, que permite que a sala de crise instalada no Rio de Janeiro, acompanhe, em tempo real, a evolução do trabalho. Escolas, universidades, tribos indígenas, grupos de profissionais do sexo, além de inúmeras residências, já foram visitadas em diversas cidades brasileiras.

A Cruz Vermelha Brasileira é uma das 190 Sociedades Nacionais que compõem o Movimento Internacional de Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Fundada em 5 de dezembro de 1908, é constituída com base nas Convenções de Genebra, das quais o Brasil é signatário. É uma associação civil, sem fins lucrativos, de natureza filantrópica, independente, declarada pelo governo brasileiro de utilidade pública internacional, de socorro voluntário, auxiliar dos poderes públicos e, em particular, dos serviços militares de saúde. Tem como missão atenuar o sofrimento humano, sem distinção de raça, religião, condição social, gênero e opinião política.

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