Cruz Vermelha Brasileira está no caminho certo, segundo Comitê de Cumprimento e Mediação

11/02/2017 Por: Jorge Velloso Fotos: Ronaldo Barroso

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No evento onde se prega exaustivamente a transparência, não poderia faltar a participação do Comitê de Cumprimento e Mediação (CCM) com a Cruz Vermelha Brasileira. No segundo dia da reunião que a instituição de ajuda humanitária realiza em Brasília, os mais de 130 representantes de filiais estaduais e municipais, além do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, ouviram do relator da CCM e vice-presidente da Cruz Vermelha da Alemanha, Volkmar Schön, que a Cruz Vermelha Brasileira (CVB) “está no caminho certo para resolver seus problemas”.

Assim como Schön, o presidente da Cruz Vermelha de Honduras, José Juan Castro, o outro membro do CCM presente à reunião, também sente um “clima bem diferente” de quando o Comitê de Cumprimento e Mediação foi instaurado há quatro anos, por quebra de Integridade. Os dois elogiaram os esforços da atual gestão no fortalecimento da unidade, transparência, desenvolvimento de programas nacionais e um projeto de compliance, mas frisaram: “ainda há o que fazer”.

Em sua apresentação, Schön começou definindo integridade como o “ponto em que as Sociedades Nacionais e a Federação Internacional possuem a vontade e capacidade de agir no prosseguimento dos respectivos objetivos, políticas e normas declarados, em consonância com os Princípios Fundamentais do Movimento”.

Schön explicou que entre os problemas de integridade estão: violação de um ou mais dos sete Princípios Fundamentais e a não adesão aos estatutos do Movimento; estatutos que não refletem ou não são implementados de acordo com os Princípios; integridade de indivíduos na Sociedade Nacional relacionada ao uso de recursos e autoridade; interferência política e/ou administrativa nos assuntos da Sociedade Nacional; questões relacionadas com a performance da liderança e gerência financeira da Sociedade Nacional e a integridade operacional, ou seja, a maneira como a Sociedade Nacional desempenha suas atividades.

Antes de fazer reflexões sobre os problemas enfrentados e indicar caminhos para se obter sucesso em futura auditoria, o relator do CCM ratificou muito do que foi falado no primeiro dia da reunião. Ele frisou a importância da transparência e como o mau comportamento de uma filial, ainda que seja de um pequeno município, pode refletir em toda a Sociedade Nacional e até no Movimento Internacional. “O mecanismo de compliance se tornou importante na última década porque a comunicação e o mundo mudaram”. Ele lembrou que, antes, o que acontecia na Cruz Vermelha da Alemanha era só problema deles. Hoje, é problema de todos.

Um dos exemplos utilizados pelo relator do CCM de como tudo está interligado foi a redução das doações para a Cruz Vermelha americana após a publicação, por um jornal dos Estados Unidos, de uma notícia negativa sobre a Cruz Vermelha do Haiti, ano passado. “Já passou o tempo de se dizer isso é um problema local. Somos uma unidade. Tudo afeta a todos”.

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