Dia Internacional dos Desaparecidos: Indiferença a uma tragédia humanitária

30/08/2016 Internacionais Por: Comitê Internacional da Cruz Vermelha Fotos: CC BY-NC-ND / CICV / Daniele Volpe

O presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Peter Maurer, fez um apelo aos governos para que tratem com urgência a questão humanitária das pessoas desparecidas: pessoas que desapareceram durante conflitos armados ou outras situações de violência, desastres naturais ou migrações.

Em uma declaração prévia ao Dia Internacional dos Desparecidos, 30 de agosto, Maurer afirmou que foram necessários esforços conjuntos para verificar e registrar a sorte das pessoas que desapareceram e dar às suas famílias respostas e um apoio efetivo.

“Esta é uma tragédia que afeta milhões de pessoas, mas ainda é amplamente desconhecida e subnotificada. Tamanha indiferença é extremamente desconcertante”, declarou Maurer. “Os desaparecimentos quase sempre são uma questão social e política delicada, mas isso não é desculpa para a falta de ação. Os governos devem gerar a vontade política necessária para dar respostas. Devem ser tomadas medidas para prevenir os desaparecimentos e para recolher todas as informações disponíveis quando as pessoas desaparecem porque, em algum momento, esses dados ajudarão a dar respostas para as famílias e outros entes queridos.”

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Não se sabe exatamente quantas pessoas estão desaparecidas no mundo, mas o CICV estima que esse número seja de pelo menos centenas de milhares, incluindo combatentes desaparecidos em ação, crianças que se separaram das suas famílias quando fugiam das suas casas ou foram forçadas a entrar para grupos armados, pessoas detidas que não podem contatar as suas famílias e deslocados internos e migrantes que perderam o contato com os seus entes queridos. Deve-se lembrar que, todos os anos, um grande número de pessoas corre o risco de desaparecer.

A falta de números precisos é, em si, parte do problema. Os números, no entanto, não conseguem dar a dimensão do sofrimento suportado em cada caso individual. Deve, portanto, ser motivo de imensa preocupação que a questão das pessoas desaparecidas – a real escala do problema e o impacto sobre as famílias, comunidades e sociedades – seja simplesmente ignorada.

O CICV faz um apelo a todos os governos que aumentem a sua responsabilidade, formulem marcos jurídicos adequados, ademais dos sistemas e procedimentos necessários, para explicar o que aconteceu com as pessoas dadas como desaparecidas e dar um apoio efetivo para as suas famílias.

“As pessoas com influência e que estejam em posição de ajudar devem aproveitar a oportunidade do Dia Internacional dos Desaparecidos para reforçar o seu compromisso com essa questão”, acrescentou Maurer. “Permanecer na escuridão, sem saber o que aconteceu com um ente querido: imagine a dor que isso pode gerar. Pelo bem da humanidade, é preciso fazer mais”.

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